Segunda-feira, Julho 06, 2009

Definição de Vingança

Usar a gaveta da ex para guardar camisinhas.

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Domingo, Junho 21, 2009

Em breve a Halls e/ou a Johnson & Jonhson lançarão no mercado pastilhas refrescantes com "sabor" de flúor e/ou de higienizante/anti-séptico bucal, que substituirão o processo de escovação dental em algumas ocasiões.

Só quero deixar registrada de antemão a autoria da idéia - registro esse que não pude fazer sobre a criação de um sistema operacional 3D e o envio de SMSs a cobrar.

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Sexta-feira, Junho 19, 2009

Não é segredo para ninguém que a maioria das pessoas não sabe votar. Mas como explicar alguém que faz voto de castidade? É pior que votar no Lula.


Bom, votando no Lula, ao menos todo mundo fica duro.

Frase do Dia

"Não sou broxa. Meu pênis que é seletivo."
TdP Charada

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Sexta-feira, Maio 08, 2009

Sonho

Essa noite sonhei que Darwin me acertava a cabeça com um livro grosso de capa dura.

Mas também pode ter sido Papai Noel, não tenho certeza.

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Alguém pode me informar se estas chuvas no nordeste do Brasil alagaram o Ceará?

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Você está começando a ficar velho quando...

...volta do mercado apenas com produtos que poderiam ser colocados numa cesta básica

...passa em frente a uma loja de capachos e pára para dar uma olhada

...não solta mais um "putaquepariu" quando sua namorada diz que a menstruação atrasou

...assiste o programa sobre a perda da capacidade de cópia exata das células epiteliais após os 30 anos de idade e pensa: "putaquepariu"

...vê a molecada fazendo algazarra e falando alto no metrô/ônibus e pensa "esses jovens de hoje..."

...escreve posts no seu blog falando da época da escola

...seus amigos mais próximos têm filhos

...eles te chamam de "tio"

...você escuta Roberto Carlos e Beatles e pensa "é, não é tão ruim assim"

...música sertaneja já não te incomoda tanto

...brochar também não

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Charada 2 - À meia-noite, a infâmia levará sua alma

Conversa intelectual na Vila Madalena.


- E aí, bicho! Cê já leu o novo do Chico Buarque?

- Não, só li o do pai dele... o Aurélio.

Terça-feira, Maio 05, 2009

Perguntar ofende

Final de semana desses ia visitar um amigo, e pensei em levar uma garrafa de Whisky de presente para o pai dele, que eu só sabia ser divorciado.

Liguei e perguntei:

- Ei, seu pai bebe?


Uma pequena pausa, e respondeu com voz lúgubre:

- Por quê? Quem te disse? Foi minha mãe? Por quê você tá falando com a minha mãe?

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Grêmio Estudantil

Ainda sem muito saco para ficção, e como o TdP Charada disse que a história valia o post, vamos lá...


Quando eu estudava no primeiro grau, 827 anos atrás, havia um divisor de águas entre a quarta e a quinta série.

Não apenas porque era o fim do ensino fundamental e começo do ginasial... passávamos a ter vários professores, um para cada disciplina. Com isso, começávamos também a usar caderno de 10 matérias e bic de 4 cores, ou até a de 10 cores - ainda não era sabido que elas deixavam a mão dolorida e torta.

Aposentávamos a mochila e comecávamos a levar os cadernos para a escola na mão.
Por quê? Ora... porque era como víamos todos os outros estudantes do ginásio fazer, então fazíamos também.


Logo no primeiro dia de aula, tivemos a notícia de que também já tínhamos o direito de montar chapas para concorrer ao grêmio estudantil, cuja eleição aconteceria após algumas semanas.
Como eu ainda não era lá muito politizado e nem era de muitas atitudes, a princípio esse fato não me despertou muito interesse.

Nesse mesmo dia, na hora do recreio intervalo, dando uma volta próximo a quadra esportiva, vi um conhecido sentado à arquibancada, fazendo anotações em um caderno. Ele havia estudado comigo nos 3 anos anteriores, mas havia então caído em outra sala (era da 5A, e eu da 5B). Perguntei o que ele estava fazendo... ele disse que estava montando uma chapa para concorrer ao grêmio.

Minha memória não é tão boa a ponto de me deixar lembrar o que pensei antes de pedir pra entrar na chapa, mas pedi.
Ele fez uma cara de "não sei", e disse que só havia um dos cargos ainda disponível. Todos os outros haviam sido preenchidos a dedo... ele sentou lá no início do recreio intervalo, e quando passava alguém, apontava o dedo e perguntava "ei, você quer entrar na minha chapa?"

Mas enfim, fui aceito e meu nome escrito ao lado do cargo até então disponível: vice-presidente.

Como qualquer outra novidade na vida de um adolescente, a experiência foi empolgante.
Mas longe de querer dissertar a respeito do quanto aprendi com ela (já que nada aprendi), de querer traçar um panorama em que todos nos sentimos cidadãos ativos dentro de uma democracia (porque não nos sentimos), ou de querer salientar um paralelo com a vida pública atual (até porque essa não precisa de salientação), vou logo aos pontos que valem ser registrados...


Começando pelos integrantes da nossa chapa (Número 3, pela ordem de inscrição na diretoria da escola)...
Eram 13 cargos por chapa. Pelo que me recordo, a estrutura hierárquica era mais ou menos essa:

Presidente
Vice-Presidente
1º Tesoureiro
2º Tesoureiro
Orador
1º Secretário
2º Secretário
Diretor de Imprensa
Diretor de alguma coisa
Diretor de alguma outra coisa
1º Suplente
2º Suplente


Nosso candidato a presidente, o tal que havia iniciado tudo, era um gordo relaxado, carinhosamente conhecido como "Rola Bosta", devido a um episódio ocorrido algum tempo antes, envolvendo uma bola de futebol, sua camiseta e um tolete seco.

Nossos dois tesoureiros eram repetentes. Ambos haviam bombado em matemática por 2 anos seguidos.

O Diretor de Imprensa era um japonês que de esperto tinha apenas a cara e a fama (por ser oriental), e que provavelmente tinha problemas na tireóide.

Ambos os suplentes sempre perguntavam, em cada reunião, exatamente o que um suplente tinha que fazer. Ninguém nunca respondia, já que também não sabíamos.

Mas a pérola da nossa chapa era o nosso orador.
Era o único da turma que trabalhava meio período. Também era o único que já tinha bigode. E também era fanho e gago.
Friso: nosso orador era fanho e gago.


Membros das chapas tinham o direito de sair da sala em horário de aula para fazer campanha nas outras salas; direito esse que usávamos e abusávamos. Combinávamos quais aulas iríamos matar, e fazíamos a "campanha" naquele dia e horário.
Minha irmã, veterana (oitava série) chegou a intermediar/negociar votos dos amigos em troca da escolha da aula que iríamos interromper em determinada semana.


Computadores eram coisa rara, tanto nas casas quanto nas escolas. Então os panfletos de campanha eram desenhados à mão, com uso de aptidão artística (ou sem nenhuma, no nosso caso) e letras-molde feitas em cartolina ou resina.

Como cópias xerográficas eram caras, os panfletos tinham que ser rodados no mimeógrafo da escola.
Fazíamos uma vaquinha para compra das sulfites, do papel carbono e do álcool. Agendávamos o uso do aparelho na diretoria, fora do horário de aula. Toda a chapa aparecia no horário marcado, mas deixávamos apenas um de nós rodando as cópias e íamos para a quadra jogar bola - pelo menos, até o dia que pegamos o Itamar (o orador gago) bebendo, direto da tampinha, uma dose do álcool Zulu que devia ser usado nas cópias.


Uma semana antes do dia da eleição, foi organizado um debate entre as chapas.
A diretora da escola fazia a mediação, e havia um pequeno discurso de introdução à plataforma de cada chapa, feito pelo orador representante (repito e reitero: o nosso orador representante era fanho e gago).
Nesse dia, percebemos que sua gagueira e sua fala estranha não nos deixava reparar em outras características de sua pessoa... até aquele momento havia passado completamente desapercebido o fato de que ele era, também, burro pra cacete.

No debate, metade das perguntas eram feitas pelos alunos (eleitores), a outra metade pelos integrantes das chapas para as chapas concorrente.
Nosso presidente tentou responder a primeira pergunta, feita pelo vice-presidente da chapa Número 1: "o que ele pretendia fazer para arrecadar verba para a escola?"
E digo tentou, porque ele respondeu a pergunta com outra pergunta: "Verba? O que é verba?"


Numa época em que Clodovil e Enéas não seriam eleitos nem para síndicos do prédio, obviamente perdemos a eleição.
Acho até que "perdemos" é um termo pouco pertinente... praticamente nos usaram para limpar o chão do pátio escolar: numa escola de 400 alunos, tivemos uns 23 votos.

Levando em consideração que éramos em 13, e os 2 ou 3 amigos mais próximos de cada integrante devem ter-nos dado seus votos, acredito que alguns de nossos próprios membros votaram nas chapas concorrentes, ou simplesmente eram tão tontos que não conseguiram votar de modo válido.

Quando o presidente da chapa vencedora - um veterano da sala da minha irmã - procurou o nosso presidente para cumprimentá-lo pela participação (num ato antigo também conhecido como "contar vantagem"), nosso dileto representante nos encheu novamente de orgulho dizendo de forma nada discreta "pega no meu saco, seu narigudo".

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Sexta-feira, Abril 24, 2009

Dia desses tive que comprar meias pela primeira vez.

Recentemente havia passado pela experiência de comprar cuecas... as limpas haviam acabado, as demais estavam de molho - inclusive aquelas bem surradas e furadas, que eu só usava nos dias que eu tinha certeza que não iria comer ninguém.
Pouco adepto do estilo de vida do meu pai, que acha que passarinho precisa de liberdade, vesti uma sunga que achei no fundo da gaveta e fui comprar as tais no supermercado mais próximo.

A empreita foi quase um sucesso... e digo quase porque, como todas as outras, apertavam muito na frente.

De cuecas para meias, achei que não haveriam grandes dificuldades.
E já me sentindo experiente, fui para o shopping mais próximo, imaginando ser difícil achá-las no supermercado.

Só passando pela porta principal me toquei do fato de que eu não fazia a menor idéia de que tipo de loja vende meias.

Comecei a andar, reparando nas vitrines.
Naquelas que tinham manequins, olhava para os pés para ver se estavam de meia...
Já havia reparado em manequins sem cabeça, mas nunca havia me ocorrido que também existiam manequins sem os pés.

Impaciente, depois de uns 3 minutos de busca, comecei a entrar nas lojas que, supostamente, talvez, quem sabe, vendessem o que eu queria.
Exceção feita às cafeterias, óticas, lan-houses e quiosques de massagem, entrei em cada uma delas fazendo a mesma pergunta: "vende meia aí?"

A frustração era maior nas lojas que eu tinha quase certeza que as encontraria, como nas que indicavam artigos para cama, mesa e banho; afinal, durmo de meias, então para mim se enquadravam na categoria "cama".

Já em outras, como no quiosque da Terra Média, me olhavam como se eu tivesse estuprado o corpo do último anão sepultado em Khazaddûm.
Vale a observação: para trabalhar nesses quiosques, não precisa apresentar CV. Basta ser cabeludo, morar com a vó, ter cavanhaque e pés peludos (seja homem ou mulher).

Já desanimando, pensando em voltar para casa e usar meu último par de meias mais ou menos limpo do avesso por mais um dia, um feixe de luz divino me atinge quando vejo o letreiro de uma loja no final do último corredor do último andar do shopping: LUPO.

Feliz por não ter perdido a viagem, entrei e fui logo pedindo uns 6 pares de meias brancas esportivas, fazendo um cálculo mental simples, que agora percebo ter sido baseado em coisa alguma: "acho que com R$ 10 eu compro uns 3 pares. Peço 6, e ganho desconto por quantidade".

Humildemente reconheço que não sei mensurar o valor de algumas coisas, mas até aquele dia ainda agradecia por ter nascido homem, nunca tendo que comprar roupa cujo preço é inversamente proporcional à quantidade de pano existente na peça.

Qualquer par vagabundo já saia por R$ 10 ou R$ 15. Alguns chegavam a R$ 30.
Um par de meias pretas, com sistema de camadas que absorviam o suor e eliminavam o odor do pé (a menos que você seja um funcionário do quiosque da Terra Média) saia por R$ 80.
Por esse preço, elas deviam andar no meu lugar ou, no mínimo, servirem também para passar café.

Contei o dinheiro na carteira... daria para comprar 2 pares e meio, se tivessem visão de negócio e fizessem as vendas por peça, aproveitando o filão de clientes que perdem apenas o pé direito ou esquerdo e não ligam para coisas bobas com combinação de cores nas roupas.

Levei 1 par das de R$ 15 e 1 das de R$ 10.

Nesse dia, não passei no McDonald's antes de voltar para casa.
Assim eles aprendem a não tirar o suco de maracujá do cardápio.

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Família

Recado na secretária eletrônica:

"Viu... te comprei duas calças jeans ontem. Deu R$ 83,00. Deposita na minha conta.
E tem dois dias que você não me liga, cachorro filho-da-puta.
Mamãe te ama. Beijo."






Minha irmã me desafiou a ficar uma semana com minha avó aqui em casa.
Macho que sou, desafio aceito.

Irriquieta como toda mulher da família, vou separar umas quatrocentas sacolas plásticas do supermercado para ela dobrar em forma de triângulo.
Terminado esse serviço, boto a véia pra lavar o banheiro e limpar a casa.

Passar roupa não, que aí já seria abuso.

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